O Gre‑Nal foi marcado por altos e baixos do Internacional. Vitinho abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo com um chute de fora da área — belo momento de criação e finalização —, mas um lance no qual Anthoni primeiro fez boa defesa em chute de Amuzu e em seguida espalmar a bola acabou resultando em rebote que Wallace aproveitou. A intervenção do goleiro, portanto, tirou a possibilidade de o time segurar a vantagem.

No balanço por setores, a defesa teve momentos sólidos: cortes importantes e atuação consistente no jogo aéreo impediram que o Grêmio tivesse domínio evidente. Houve, porém, erros individuais que abriram brechas. Carlos Vinicius foi bem contido, e o time alternou participação ofensiva com perdas de passe em momentos de construção, o que limitou a continuidade das jogadas de ataque.

As entradas do banco não mudaram substantivamente a trilha da partida. Um atleta saiu no intervalo por lesão, e substitutos chegaram com velocidade e disposição, mas alguns erraram passes ou tiveram participação tímida. Um dos entrados teve função clara de fechar espaços deixados por Bernabei, enquanto outro finalizou e parou em Weverton sem conseguir desempatar a partida.

O técnico montou uma estratégia que funcionou em partes — acertos na escalação inicial foram perceptíveis —, mas as falhas pontuais e a pouca influência das mudanças no segundo tempo cobraram o preço ao impedir a conversão em resultado. Resta ao Inter reduzir erros individuais e transformar a proposta de jogo, hoje visível, em desempenho que garanta pontos.