O Internacional passou pelo Corinthians com uma atuação pragmática e segura: 2 a 0 no Beira-Rio sustentado por uma defesa organizada e aproveitamento de oportunidades. A equipe repetiu a proposta usada contra o Flamengo e, desta vez, o resultado veio com tranquilidade diante de um adversário que pouco criou pelo seu lado.
A linha defensiva funcionou como pilar do triunfo. O terceiro zagueiro teve papel decisivo desde o início, fazendo cortes precisos e também contribuindo ofensivamente ao sofrer o pênalti que resultou no segundo gol. A sintonia com Mercado e Bruno Gomes ficou evidente: marcação compacta, saída de bola controlada e superioridade nos duelos pelo alto e pelo chão.
No ataque, o primeiro gol nasceu de oportunismo, aproveitando uma falha da zaga corintiana e finalizando de direita para abrir o placar. O time demonstrou equilíbrio sem a bola — o corredor pouco avançou — e a bola parada ou penal foi bem aproveitada: o reserva que entrou converteu o pênalti e confirmou a vantagem.
A leitura tática do técnico foi clara e executada: priorizar solidez defensiva, transição rápida e minimizar riscos na construção. O Corinthians encontrou poucas respostas e o Inter, ao manter regularidade na retaguarda, colheu a vitória. Resta agora avaliar se esse modelo se sustenta em confrontos com maior pressão ofensiva.