O técnico Tony Popovic admitiu que a experiência pesou na decisão de substituir Patrick Beach por Mathew Ryan para a disputa de pênaltis contra o Egito, na segunda fase da Copa do Mundo. A alteração ocorreu apenas no final da prorrogação, quando a partida seguia empatada em 1 a 1, e visava preservar a última mudança disponível do treinador.

A opção não funcionou. Beach, de 22 anos, havia sido um dos destaques do torneio — entre os episódios mais notáveis, a atuação com oito defesas na vitória sobre a Turquia — e deixou o campo com três defesas contabilizadas na partida, duas delas em finalizações dentro da área. Ryan, de 34 anos, entrou aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação e não chegou a ser exigido em arremates antes das penalidades.

Antes da cobrança, a comissão técnica do Egito exibiu vídeos com pênaltis batidos contra o Levante, clube espanhol onde Ryan atua, numa tentativa de ajustar a tomada de decisões dos batedores. No aproveitamento dos egípcios, Ryan acertou o canto em apenas uma das quatro cobranças, mas a mudança não alterou o desfecho: a Austrália foi eliminada na disputa.

Popovic destacou que a nomeação de Ryan não foi improvisada durante a partida e que o goleiro sempre esteve entre as opções. A frustração pela eliminação reacende o debate sobre risco e recompensa em decisões táticas desse tipo, sobretudo quando envolvem substituir um jovem que vinha em boa sequência por um atleta mais experiente.