O São Paulo saiu de campo derrotado pelo Boca Juniors nas quartas da Copa Sul-Americana em uma noite que teve brilho individual e déficit coletivo. Arboleda foi a principal exceção: seguro, sem culpa no gol adversário e responsável por uma defesaça inicial que manteve o time no jogo. Ainda assim, a equipe não conseguiu manter o equilíbrio: o bom primeiro tempo, marcado por pressão alta e chances desperdiçadas, deu lugar a uma queda de intensidade que permitiu ao adversário assumir controle.

Na defesa houve contrastes. Um dos zagueiros teve atuação firme, ganhando duelos e cobrindo bem a sobra, enquanto outro oscilou e chegou a escorregar em momento perigoso. Um terceiro elemento do setor manteve segurança, mas apresentou mais erros de passe do que o habitual, prejudicando a saída de bola. A lateral direita e o meio-campo sentiram a falta de conexão: Lucas Ramon não encontrou parceria produtiva pelo lado e um jogador responsável por ditar o ritmo foi praticamente sumido, condição que transformou o jogo em correria e trocas de posse.

No ataque, houve lampejos sem continuidade. Luciano apareceu em jogadas de perigo e teve uma bola primorosa que quase virou assistência; outro atacante raspou em um cabeceio que obrigou grande defesa do goleiro rival. Calleri ajudou na marcação alta, mas o coletivo ofensivo falhou em transformar superioridade territorial em finalizações eficazes. A equipe ainda teve um cartão amarelo que afasta um jogador do jogo de volta. Conclusão: o São Paulo segue vivo na Sul-Americana, mas precisa recompor o segundo tempo, reduzir erros bobos e recuperar criatividade antes do confronto decisivo.