A trajetória de Ayase Ueda desafia rotas tradicionais. Rejeitado ainda jovem pelo Kashima Antlers, ele seguiu no circuito universitário da Hosei, se aprimorou e acabou chamado à seleção japonesa já em 2019 — foi titular na vitória sobre o Chile na Copa América, quando ainda não era jogador profissional. A história ilustra a força do futebol universitário do Japão como celeiro de talentos.
Desde então, Ueda construiu carreira na Europa, tornou-se maior marcador da Liga Holandesa na temporada passada e absorveu ensinamentos de nomes como Robin van Persie. Esses passos elevaram seu perfil: é o artilheiro do Japão nesta Copa, com três gols, e figura na lista de cobiçados por clubes da Premier League.
O confronto com o Brasil acontece nesta segunda-feira, em Houston, às 14h (horário de Brasília), com transmissão da TV Globo, Sportv e plataformas do ge. No campo, o japonês representa a combinação de técnica e aproveitamento — fora dele, sua trajetória é argumento político para a estrutura universitária japonesa que vem alimentando a seleção, caso de Mitoma e Junya Ito.
Para o Brasil, neutralizar Ueda significa cortar uma referência ofensiva que cresce a cada torneio. Para o atacante, o jogo é mais uma vitrine que pode acelerar a transferência à Inglaterra. No equilíbrio entre desempenho e mercado, a partida vale tanto pelo resultado quanto pelo efeito imediato na carreira do jogador.