Aymen Hussein, autor do gol que colocou o Iraque de volta a uma Copa do Mundo após quatro décadas, foi retido por cerca de sete horas por autoridades de imigração ao chegar aos Estados Unidos. A detenção ocorreu no aeroporto de Chicago, cidade onde a seleção iraquiana fará sua preparação para o Mundial, segundo a agência Shafaq News.
De acordo com a reportagem, Hussein foi submetido a procedimentos de investigação e verificação antes de ser liberado. Não foram divulgados detalhes sobre os motivos específicos da checagem. A retenção, embora temporária, aconteceu poucas horas após a chegada da comitiva iraquiana ao país norte-americano.
Hussein, de 30 anos e jogador do Al-Karma, virou personagem central para o futebol do Iraque ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, na repescagem intercontinental, que garantiu a vaga no torneio. A trajetória pessoal do atacantes tem histórias duras: o pai, militar, foi morto em 2008 pela Al Qaeda; em 2014, o irmão foi sequestrado pelo Estado Islâmico e jamais foi encontrado.
Do ponto de vista prático, retenções em aeroportos podem atrapalhar logística e o cronograma de treinos e deslocamentos em pré-temporada. Para uma seleção recém-classificada e com rotina operacional ajustada para o Mundial, cada atraso traz necessidade de readequar preparativos e planos médicos e táticos, além de aumentar a carga sobre a equipe técnica.
O Iraque está no Grupo I, ao lado de França, Noruega e Senegal, com estreia marcada para 16 de junho contra a Noruega. Em meio a tensões no Oriente Médio, a comissão técnica já manifestou preocupação com exposições digitais e chegou a propor restrições ao uso de redes sociais durante a Copa. Hussein foi liberado pelas autoridades de imigração e a delegação segue com os preparativos para a competição.