Roberto Baggio voltou a falar publicamente sobre o pênalti perdido na final da Copa do Mundo de 1994, em entrevista ao Corriere della Sera. O erro, que decidiu o título a favor do Brasil, permanece como um episódio central na memória do ex-atacante e, segundo ele, deixou marcas duradouras.

O jogador qualificou a experiência como fonte de vergonha e culpa que não se dissolvem completamente: com o tempo aprendeu a conviver, mas o impacto emocional persiste. Baggio afirma que imagens do lance voltam em sonhos e que a sensação de fracasso se mantém como uma presença difícil de explicar.

O trauma de 1994 se soma a uma carreira também marcada por fraturas e contusões: ele recorda o rompimento do ligamento cruzado anterior em maio de 1985, logo após a transferência do Vicenza para a Fiorentina, e descreve o processo de recuperação como um momento de grande sofrimento físico e psicológico, que chegou a abalar sua relação com o próprio trabalho.

Mesmo assim, Baggio segue reconhecido entre os maiores nomes do futebol italiano. A carreira profissional terminou em 2004, e o episódio da final dos Estados Unidos entrou para a biografia pública do jogador — um lembrete de como um lance decisivo pode acompanhar a reputação de um ídolo por décadas.