O Bahia saiu para o intervalo derrotado por 2 a 0 e sob vaias da torcida, mas buscou o empate por 2 a 2 com o Santos na noite de sábado na Fonte. Rollheiser converteu dois pênaltis para os visitantes; Luciano Juba e Willian José marcaram na etapa final para o Tricolor.

Com Rogério Ceni fora por suspensão, quem conduziu a equipe foi o auxiliar Charles Hembert. Ele reconheceu que o time teve um primeiro tempo ruim, com linhas espaçadas e problemas na recomposição, o que abriu espaço para os contra-ataques e resultou nas penalidades.

Hembert também explicou a opção por não iniciar com Everton Ribeiro: a avaliação da fisiologia apontou fadiga na coxa e limitou seu uso a tempo parcial. Ribeiro entrou no segundo tempo e, segundo o auxiliar, ajudou a elevar o rendimento ofensivo da equipe.

Nos aspectos táticos, o clube manteve Gabriel na defesa pela bola aérea e continuidade. Hembert admitiu falta de 'peso' na área e citou que Willian José tende a flutuar, abrindo espaço para os pontas, mas deixando a equipe vulnerável em finalizações e nas transições defensivas.

O ponto devolve tempo ao Bahia, mas não resolve o sinal de alerta: é o terceiro jogo sem vitória, com risco de queda na tabela e cobrança por maior eficiência nas conclusões. Hembert terá a semana livre junto de Ceni para ajustar a equipe antes do jogo contra o São Paulo, no domingo seguinte.