O Bahia voltou a deixar pontos pelo caminho ao empatar por 3 a 3 com a Chapecoense, em Chapecó, e chegou ao quinto empate seguido no Brasileirão. Mais que o placar, o técnico Rogério Ceni criticou a postura da equipe diante de um rival que ocupa a lanterna e sofre com risco real de queda.

O time baiano mostrou poder ofensivo ao marcar três vezes e criar chances para definir o jogo, mas repetiu um padrão que tem incomodado: desatenções que abriram espaço para a reação dos donos da casa. Ceni classificou o rendimento defensivo como inaceitável diante de um adversário em má fase.

Os problemas vieram em ações repetidas: bolas alçadas à área e cobranças laterais que resultaram em gols, e falhas coletivas na recomposição. O treinador cobrou mais concentração e até aumento de carga de treino, ao apontar que a equipe tem cedido oportunidades com facilidade em momentos decisivos.

O empate tem peso prático. Apesar de não perder desde a intertemporada, o Tricolor tem tido dificuldade em transformar produção ofensiva em vitórias — foram apenas 11 pontos em sete jogos recentes (21 disputados) — e vê a vaga no grupo de elite ameaçada; o resultado pode empurrar o time para fora do G-5 ao fim da rodada.

Com uma semana livre até o clássico contra o Vitória no Barradão, Ceni terá tempo para ajustar foco e organização. A cobrança é clara: manter a eficácia ofensiva sem entregar gols evitáveis, caso o Bahia queira recuperar fôlego e ambição na tabela.