O Bahia pagou caro pela queda de rendimento no segundo tempo e saiu derrotado por 3 a 2 diante do Coritiba, no Couto Pereira, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Erick Pulga abriu o placar para o Tricolor, mas o time cedeu três gols em apenas 12 minutos na etapa final — Bruno Melo, Lavega e Breno Lopes viraram o jogo, com Everaldo descontando nos minutos finais.
A sequência de gols começou após a saída do goleiro Léo Vieira, lesionado ainda no primeiro tempo, e expôs as falhas do substituto João Paulo, que teve dois lances que terminaram em gol. Rogério Ceni saiu em defesa do arqueiro, classificando as falhas como situações atípicas e atribuindo os gols a erros coletivos, mas admitiu o peso de uma série de oito jogos sem vitória.
Do ponto de vista tático, Ceni apontou decisões equivocadas no setor ofensivo, com muitas bolas rifadas quando havia espaço para acionar Willian José pelo centro. Na defesa, faltou concentração em bolas paradas e cruzamentos — justamente as armas exploradas pelo Coritiba no segundo tempo —, o que transformou um primeiro tempo controlado em derrota por inépcia nas transições.
Com apenas cinco dias até o duelo com o Botafogo, na Fonte Nova, e a pausa para a Copa no horizonte, o técnico reconheceu que será necessário repensar peças e rotinas. Ceni descartou uma reformulação imediata por custos, mas não negou a possibilidade de entradas e saídas no elenco; o intervalo para o Mundial surge como janela para ajustes e planejamento para o segundo semestre.