O Bahia perdeu por 2 a 1 para o Cruzeiro, neste sábado, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, e chegou ao quinto jogo sem vitória no Brasileirão (15ª rodada). As avaliações da partida apontaram Rogério Ceni como o integrante do time com a pior nota, reflexo da incapacidade da comissão técnica de reverter uma sequência ruim em campo.

O jogo deixou expostas as mesmas fragilidades recentes: transições defensivas mal controladas e um setor ofensivo improdutivo. Substituições feitas durante a partida não promoveram mudança de ritmo nem clareza tática, e o time voltou a apresentar pouca criatividade e dificuldades para proteger a própria área diante das investidas do adversário.

As consequências imediatas são práticas e urgentes: na quarta-feira, o Bahia enfrenta o Remo, no Mangueirão, às 21h30, pelo jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil. Depois de perder a partida de ida em casa por 3 a 1, o Tricolor precisa vencer por ao menos dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis; uma vitória por três gols garante a vaga no tempo normal.

Além do resultado, a leitura política do vestiário é clara: a sequência negativa amplia a pressão sobre Rogério Ceni e sobre um elenco que ainda não encontrou respostas. Sem mudar desempenho e abordagem tática, o Bahia corre risco de ver a temporada complicar-se em duas frentes — nacional e na Copa — exigindo decisões mais firmes da direção nas próximas semanas.