O Bahia chegou a montar um plano para contratar o meia argentino Álvaro Montoro, de 19 anos, mirando a temporada 2027. A estratégia do Tricolor passava por aproveitar uma dívida do Botafogo com o New York City — cerca de 5 milhões de dólares ligada à transferência de Santi Rodríguez — e tentar um acerto a partir desse débito, aproveitando que o Grupo City controla participações em ambos os clubes.

O cenário mudou após o início do processo de recuperação judicial da SAF do Botafogo, que derrubou os transfer bans e devolveu fôlego financeiro ao clube carioca. Com isso, o Alvinegro fixou a pedida em 20 milhões de euros (aproximadamente R$ 120 milhões na cotação atual), valor que levou o Bahia a recuar neste momento. A avaliação interna é de que a cifra torna a operação inviável agora, ainda que o interesse persista.

Montoro tem contrato com o Botafogo até dezembro de 2029 e não pode atuar por outro clube em 2026, o que enquadra a janela de negociação para o ano seguinte. O jogador soma 58 partidas pelo Alvinegro, seis gols e sete assistências, e o estafe afirma que a prioridade do atleta são propostas da Europa. Internamente, o Botafogo projeta manter e renovar atletas considerados estratégicos, enquadrando Montoro nesse grupo.

O caso expõe a dificuldade do Bahia em converter oportunidades de mercado em reforços diante de mudanças jurídicas e de preços. Embora o recuo seja prudente do ponto de vista orçamentário, o nome de Montoro pode voltar à pauta do clube baiano se houver nova aproximação do Botafogo ou alteração nas pretensões financeiras.