O Bahia SAF divulgou o balanço de 2025 por meio do jornal Tribuna da Bahia: o clube terminou o ano no vermelho, com prejuízo de R$ 154,6 milhões, mas registrou melhoria frente ao exercício anterior. O aporte de R$ 250 milhões do Grupo City permitiu quitar cerca de 79% das dívidas, e a presença da marca do grupo na entrada da Cidade Tricolor simboliza a nova fase institucional.
A principal razão para a redução do rombo foi o salto nas receitas, impulsionado por transferências de atletas, que cresceram 373,3%. Ao mesmo tempo, quase todas as rubricas de despesa aumentaram — com destaque para pessoal, negociações e informática — o que mostra que o ajuste ainda é incompleto. O padrão aponta um modelo de gestão que tem monetizado ativos esportivos para recuperar as contas.
O Conselho Fiscal aprovou as contas de 2025 e avaliou positivamente a evolução dos resultados e o amadurecimento do projeto de investimentos de médio e longo prazo, que já traz efeitos esportivos e econômicos. A sinalização institucional é favorável, mas não elimina a necessidade de ajustes permanentes em governança e disciplina fiscal para evitar nova deterioração.
No recorte histórico, o Bahia tinha prejuízo de R$ 66 milhões em 2023 e R$ 77,7 milhões em 2022, anos marcados por desafios esportivos e financeiros. A melhora recente é real, mas ainda dependente de receitas variáveis. Para transformar avanço em lucro sustentável, a direção precisa conciliar exigência competitiva com controle de custos e reduzir a dependência de vendas de jogadores.