O Bahia venceu o São Paulo por 3 a 2 na Arena Fonte Nova, em partida da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, e conservou a sua posição na briga por vaga na Libertadores: são 53 pontos e o sexto lugar na tabela. O triunfo trouxe alívio, mas também expôs inconsistências defensivas que podem pesar na reta final da competição.

Rogério Ceni montou o time com duas alterações — uma delas forçada pela suspensão de Kanu — e o Tricolor foi incisivo pelo lado direito nos minutos iniciais. Cruzamentos e movimentações ofensivas resultaram em dois gols nos primeiros momentos, com Nestor e Erick Pulga se aproveitando das principais ações pelo corredor. O começo ofensivo, porém, não se traduziu em segurança no setor de trás.

Ao longo do primeiro tempo o goleiro foi exigido em defesas importantes e, nos minutos finais da etapa inicial, o Bahia sofreu dois gols que igualaram o placar: finalizações de fora da área e infiltrações nas transições deixaram a defesa vulnerável. Esse recuo também marcou a abertura do segundo tempo, quando a equipe passou um período dedicada a se proteger.

As mudanças realizadas pelo técnico recolocaram o time no campo ofensivo: Everton Ribeiro e Ademir ajudaram a recompor a posse e as jogadas pelo meio. A definição veio em bola parada, quando Everton buscou a segunda trave, Erick desviou e Marcos Victor cabeceou para garantir os três pontos. No fim, substituições como a entrada de Michel Araujo tiveram caráter mais preventivo, para fechar espaços e segurar o resultado.

O confronto deixa um sinal claro: o Bahia tem capacidade ofensiva e peças para decidir jogos, mas precisa equacionar a proteção à meta se quiser sustentar a campanha por vaga continental. O próximo desafio é um confronto direto com o Cruzeiro, no Mineirão, dia 5 de novembro às 21h30 (de Brasília) — uma partida que pode revelar se a equipe evolui em consistência para a fase decisiva do Brasileiro.