O Bahia foi eliminado da Copa do Brasil ao perder por 2 a 1 para o Remo, no Mangueirão, e ver a tentativa de reação sufocada por três gols anulados no segundo tempo. Erick abriu o placar ainda no primeiro tempo, mas o Remo buscou o empate com Patrick e, já no fim, contou com gol de Leonel Picco para selar a classificação aos 45 minutos da etapa final.
Na segunda etapa, o Tricolor viveu momentos de esperança que foram derrubados pela arbitragem e pelo VAR. Primeiro, Everaldo teve gol anulado por interferência de mão de Acevedo em lance anterior que levou o árbitro Flavio Rodrigues de Souza a invalidar a jogada. Depois, Nestor teve um gol anulado após sinalização de puxão de camisa em Marllon; por fim, um empate que parecia sacramentado por Erick foi anulado por impedimento em bate-rebate na pequena área.
Os episódios deixam duas leituras inevitáveis: além do revés em campo, a equipe de Guto Ceni precisa lidar com o desgaste e a pressão pelo acerto de escolhas táticas e atletas escalados. A sucessão de decisões anuladas expõe fragilidades na construção das jogadas do Bahia e também coloca em foco a margem de erro do time em partidas eliminatórias, onde momentos pontuais determinam avanços ou eliminação.
Sem mais margem na Copa do Brasil, o clube volta a focar no Campeonato Brasileiro: o próximo compromisso é contra o Grêmio, na Arena Fonte Nova. A derrota em Belém obriga urgência por resultados e respostas práticas — tanto para recompor a confiança da torcida quanto para evitar que a eliminação reverbere em desempenho e clima interno nas próximas semanas.