O Bahia voltou a decepcionar a torcida ao perder por 2 a 1 para o Cruzeiro, neste sábado, na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada do Brasileirão. Foi o quinto jogo seguido sem vitória sob o comando de Rogério Ceni — três derrotas e dois empates — e o clube agora encara o duelo de volta com o Remo precisando de uma vitória por pelo menos três gols para avançar na Copa do Brasil.

A partida escancarou problemas já recorrentes: a defesa segue exposta — o time sofreu gol pelo sétimo jogo consecutivo — e a tentativa de mexer no ataque com Mateo Sanabria pela esquerda não surtiu efeito. Erick Pulga foi novamente o elemento mais perigoso e sofreu a falta que originou o pênalti convertido por Luciano Juba, após Willian José sair lesionado; mesmo assim a equipe voltou a dar muitos espaços em transição.

No segundo tempo, as mexidas de Rogério Ceni não alteraram o panorama. Ademir entrou para buscar mais profundidade, mas Everton Ribeiro e Jean Lucas não voltaram a aparecer com influência no meio. As entradas do banco — Michel Araújo e Rodrigo Nestor — foram pouco produtivas. O Cruzeiro dominou trechos do segundo tempo e definiu a virada aos 40 minutos, quando Kenji passou por Juba e finalizou no canto.

Fica claro que a Fonte Nova já não é mais um ponto de vantagem automática: três dos cinco jogos recentes foram em casa e o rendimento caiu. O momento representa a maior fase de pressão da era Ceni no clube e exige respostas táticas e recuperação de criatividade ofensiva e solidez defensiva antes dos compromissos decisivos.