O Botafogo venceu o Corinthians por 3 a 1 neste domingo no Estádio Nilton Santos, mas a cena mais marcante ficou fora das estatísticas: após apito final, o zagueiro Barboza passou vários minutos no gramado visivelmente emocionado e acompanhado da família. Ovacionado pela torcida, ele recebeu abraços de companheiros e comissão técnica antes de deixar o estádio, em uma despedida que misturou gratidão e saudade.

A saída do defensor para o Palmeiras foi confirmada por um acordo avaliado em cerca de 4 milhões de dólares (em torno de R$ 20 milhões na cotação atual), com pagamento parcelado ao Botafogo. Apesar da negociação, o clube carioca acertou que o jogador permanecerá à disposição para as duas partidas restantes da fase de grupos da Copa Sul-Americana — uma concessão que ainda não estava integralmente pacificada entre as diretorias, que tentaram estender a presença de Barboza ao jogo contra o Independiente Petrolero.

Chegado ao Botafogo no começo de 2024, vindo do Libertad, Barboza construiu trajetória de recuperação e protagonismo: atuou em mais de 120 partidas, marcou alguns gols e integrou as campanhas que resultaram nos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024. Sua passagem passou por momentos de adaptação e contestações, mas terminou com reconhecimento da torcida e posição consolidada no elenco.

A transferência amplia dois pontos para análise: ao mesmo tempo que rende caixa ao Botafogo, representa perda imediata de experiência no miolo da defesa justamente em período de competição continental. Resta à diretoria acelerar alternativas de reposição sem desorganizar a reta final da fase de grupos. Para o jogador, a mudança ao futebol paulista traz valorização financeira e desafio de adaptação; para o clube, a despedida reforça o problema recorrente de manter elencos competitivos frente a ofertas do mercado.