O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, voltou a apontar a arbitragem como fator determinante na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, no Maracanã. As críticas, que saíram do tom contido do vestiário, reacendem um incômodo que vinha se acumulando nas últimas rodadas.

O clube reclama de três lances centrais: uma disputa entre Ronaldo e Thiago Silva marcada como falta de ataque, um cartão amarelo aplicado a Renê que, na avaliação do Inter, deveria ter passado por intervenção do VAR, e um puxão de camisa na área sobre Bruno Gomes que foi interpretado pela direção como suficiente para penalidade ou expulsão. Barcellos também lembrou do gol anulado contra o Botafogo em jogo anterior.

Na análise pública, o presidente questionou a atuação do árbitro Lucas Casagrande e do responsável pelo VAR identificado pelo clube, além de criticar a escalação de profissionais que, segundo ele, não teriam experiência adequada para a reta final do Brasileirão. O capitão Alan Patrick já havia dito na saída de campo que faltou 'coragem' para uma expulsão em lance com Renê.

As declarações expõem o clima de insatisfação interno e têm efeito prático na pressão por respostas: o Inter segue com 35 pontos e na 16ª posição, na beira da zona de rebaixamento, podendo ser ultrapassado por Grêmio e Corinthians ainda na rodada. Em plena fase decisiva do campeonato, a diretoria e a comissão técnica terão de conciliar cobranças por resultados com a necessidade de eventuais providências formais sobre os lances contestados.