O jornal espanhol AS colocou Gabriel Veneno, atacante de 16 anos do Atlético-MG, no radar do Barcelona e o destacou como promessa de grande projeção. Embora atue no Sub-17, o jovem já despertou atenção no entorno do time profissional do Galo e figura hoje como um dos ativos mais comentados da base.
Segundo a reportagem, o Barcelona monitora o jogador, mas enfrenta entraves práticos: o Atlético teria fixado o preço em 20 milhões de euros e a legislação impede que Veneno atue fora do Brasil antes dos 18 anos, o que exigiria uma inscrição no Barça B e um período em que o atleta ficaria sem competir internacionalmente. Na Europa, a concorrência também existe — Chelsea manteve conversas e o Borussia Dortmund chegou a oferecer cerca de 5 milhões de euros na temporada passada.
O clube mineiro disse não ter recebido proposta formal. Do ponto de vista do Galo, o cenário impõe uma escolha estratégica: monetizar cedo um talento em crescimento ou segurar o jogador até que possa render em campo e, potencialmente, em valor. Exigir 20 milhões é uma posição defensiva que protege um ativo, mas pode afastar ofertas imediatas diante das restrições de uso e do risco de desgastar a relação com o atleta.
Formado em Ilhéus e revelado em competições de base como a Copa Dois de Julho, Veneno passou por escolinhas locais, pelo projeto Canarinhos e chegou ao Atlético após ser observado pelo clube. O apelido tem origem em um acidente na infância — uma mordida de cobra que resultou na perda parcial de um dedo — episódio que virou marca de uma trajetória promissora. Para a torcida do Galo, resta acompanhar se o clube vai transformar interesse europeu em negociação vantajosa ou preservar a joia para colher frutos esportivos e financeiros no futuro.