O Barra recebe o Corinthians nesta terça-feira, na Ressacada, pelo jogo de ida da 5ª fase da Copa do Brasil. O duelo ganha contornos especiais porque o treinador adversário, Bernardo Franco, foi auxiliar de António Oliveira no Corinthians em 2024. A conexão pessoal adiciona um ingrediente tático ao confronto, já que o treinador conhece parte da estrutura e chegou a trabalhar com atletas que permanecem no elenco do Timão.
Com 39 anos, Bernardo montou currículo rápido: passou do cargo de auxiliar no Corinthians para iniciar a trajetória como treinador no Cuiabá, ainda no final de 2024 e início de 2025, e depois comandou Brusque e Botafogo-PB antes de assumir o Barra. Chegou ao clube após o título do Campeonato Catarinense e, em Série C, soma três partidas pelo time — uma vitória, um empate e uma derrota — mostrando que ainda trabalha para sedimentar sua ideia de jogo.
O técnico do Barra tem tentado imprimir uma identidade baseada na pressão coletiva e em transições bem trabalhadas, mantendo boa parte da base campeã estadual e da campanha promovida em Série D. Ele reconhece a dificuldade do embate diante da equipe de Fernando Diniz e prepara ajustes específicos para neutralizar os movimentos de mobilidade e saída de bola do Corinthians, sem abrir mão da tentativa de impor jogo quando estiver com a posse.
O confronto é inédito entre as equipes. Para o Barra, que já demonstrou capacidade de superar adversários considerados superiores na temporada estadual — incluindo a decisão contra a Chapecoense —, a Copa do Brasil representa oportunidade esportiva e também teste de maturidade tática. Para o Corinthians, o desafio passa por manter a coerência do modelo de Diniz frente a um rival que se aproximou do jogo com propostas claras de pressão e organização coletiva.