O basquete brasileiro amanheceu em luto com a morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos. A partida do maior pontuador da história olímpica do país é a última de uma sequência de perdas que, em cerca de 16 meses, levou à despedida de cinco dos maiores nomes da modalidade no Brasil.
Entre os que se foram estão Amaury Passos, bicampeão mundial e único atleta eleito duas vezes MVP em Mundiais, que morreu em dezembro de 2024 aos 89 anos; Wlamir Marques, o 'Diabo Loiro', peça-chave nas conquistas de 1959 e 1963 e nas medalhas olímpicas de 1960 e 1964, que faleceu em março de 2025 aos 87 anos; o técnico Cláudio Mortari, morto em dezembro de 2025 aos 77 anos e campeão mundial de clubes em 1979; e Marquinhos Abdalla, que morreu em março, ex-jogador olímpico e primeiro brasileiro escolhido no draft da NBA.
Oscar deixa um legado inquestionável: um dos três brasileiros no Hall da Fama do basquete dos EUA, maior pontuador olímpico entre os brasileiros e símbolo de uma geração que teve medalhas e glórias, mas viu a medalha olímpica escapar por cinco oportunidades. A Confederação Brasileira de Basquete, clubes e líderes do esporte registraram lamento pela perda.
Mais que o pesar pessoal, a sucessão de mortes acende a discussão sobre preservação da memória e atenção institucional: a ausência desses protagonistas torna urgente políticas de legado — de arquivos, museus e programas formativos — para que a história não se esgote com seus protagonistas.
As homenagens públicas e as notas oficiais confirmam o impacto simbólico dessa perda coletiva. Agora cabe às entidades do basquete transformar o luto em medida concreta de preservação, ensino e fomento, garantindo que a trajetória desses ídolos permaneça acessível às novas gerações.