Alireza Beiranvand voltou a aparecer em um dos momentos decisivos da Copa do Mundo. Na segunda rodada, o goleiro de 33 anos teve uma série de defesas importantes para garantir o empate por 0 a 0 com a seleção belga, resultado que deixa o Irã ainda com chance de avançar pela primeira vez na história ao mata-mata do Mundial.

A consistência de Beiranvand não é novidade em grandes torneios: em 2018 ele defendeu o pênalti batido por Cristiano Ronaldo no empate com Portugal, e soma agora sete partidas em Copas com apenas cinco gols sofridos. Na avaliação do técnico Amir Ghalenoei, a concentração do goleiro foi decisiva para o ponto conquistado — reconhecimento que reforça a dependência iraniana em volta do seu camisa 1.

A trajetória do jogador também explica parte dessa confiança. Revelado no Naft Tehran, Beiranvand se firmou no Persepolis a partir de 2016 e conquistou títulos nacionais em série antes de passagens pelo Royal Antwerp e pelo Boavista. De volta ao Irã, acrescentou mais taças ao currículo e, em 2024, ajudou o Tractor Club a obter seu primeiro título nacional — histórico que evidencia experiência e liderança dentro de campo.

O próximo desafio é prático: o Irã enfrenta o Egito na madrugada de sexta para sábado, às 0h. A seleção depende de um resultado positivo para cumprir a meta inédita de classificação. Se a defesa segurar a pressão, Beiranvand terá colocado o país em posição concreta de avançar; se falhar, a tentativa histórica se encerra nas próximas 90 minutos.