A Bélgica surpreendeu ao confirmar, para o confronto diante dos Estados Unidos em Seattle, a ausência de Kevin De Bruyne e Jeremy Doku entre os 11 iniciais. Em seus lugares, Rudi Garcia apostou em Lukébakio e Raskin, opção que causou surpresa pelo peso dos dois nomes no elenco belga.
Ao chegar ao estádio, o técnico explicou que a decisão não se restringe a nomes isolados, mas ao conjunto: "me parece ser o 11 mais adequado para o que queremos fazer no plano de jogo neste início de partida". Garcia destacou busca por equilíbrio, penetração, velocidade, força física e solidez defensiva como critérios centrais.
O treinador também ressaltou o conhecimento do grupo como base para a escolha: observou quem está em melhor condição física e de forma nos treinos, justificando que a escalação lhe pareceu lógica diante dos elementos disponíveis. A opção evidencia prioridade tática em um jogo de mata-mata, mesmo às custas de peças criativas reconhecidas.
Além do impacto imediato na dinâmica ofensiva — ao reduzir a presença de dois jogadores com grande capacidade de criação —, a mudança tem implicações estratégicas: a Bélgica aposta em equilíbrio e capacidade de combate no meio, sabendo que o vencedor em Seattle enfrentará a Espanha, que eliminou Portugal em Dallas, nas quartas de final.