A Bélgica apresentou nesta fase de oitavas o seu melhor jogo no torneio e confirmou vaga nas quartas com uma goleada sobre os Estados Unidos em Seattle. Com intensidade no meio, circulação rápida e boa ocupação dos flancos, a equipe europeia impôs ritmo desde o início e chegou ao placar em vantagem antes do intervalo.
Rudi Garcia mexeu no desenho do meio-campo — com entrada de Onana e Raskin ao lado de Tielemans e saída de De Bruyne e Vanaken — e ganhou combatividade. Lukebakio passou a ser opção mais vertical pela direita, Trossard criou problemas por ali e De Ketelaere fez o papel decisivo dentro da área. A leitura tática e a disputa das segundas bolas foram determinantes.
Os anfitriões, apesar de terem chegado ao empate com cobrança de falta desviada por Tillman, não sustentaram a competitividade habitual. A dupla defensiva teve falhas de posicionamento na jogada do segundo gol belga, e a saída de Onana por lesão reduziu temporariamente a intensidade do setor que havia controlado o meio. Ainda assim, a Bélgica retomou domínio e construiu a vantagem.
Com o jogo 3 a 1, Lukaku entrou para completar a conta e fechar a goleada. O resultado valida a mudança de perfil da seleção europeia neste jogo e deixa os EUA com a necessidade de correções defensivas imediatas: como anfitrião, a seleção terá de repensar ocupações e compactação se quiser manter ambições no torneio.