A Bélgica confirmou a vaga nas quartas ao derrotar os Estados Unidos por 4 a 1, em Seattle, e agora mede forças com a Espanha em Los Angeles. O resultado não só carimba a presença dos Diabos Vermelhos na fase seguinte como dá novo fôlego a uma seleção que busca renovar o ciclo iniciado pela chamada geração de ouro.
O jogo ganhou contorno extracampo após uma disputa disciplinar sobre o cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun nas fases anteriores. A Real Associação Belga de Futebol reagiu nas redes e houve recurso que não prosperou, enquanto o episódio ganhou repercussão internacional e teve até intervenção externa nos bastidores — fatos que aumentaram o clima antes da partida.
Em campo, Charles De Ketelaere decidiu o primeiro tempo com dois gols e fez parte da transição entre as gerações belgas. Malik Tillman descontou de falta para os EUA, mas um erro do goleiro Matt Freese permitiu o terceiro gol, do meia Hans Vanaken. No fim, Romelu Lukaku, já entrada no segundo tempo, fechou a conta. Balogun, titular, acabou pouco influente na partida.
Nas entrevistas, jogadores belgas atribuíram parte do significado da vitória ao contexto e reconheceram que o episódio disciplinar teve impacto moral; o técnico Rudi Garcia, por sua vez, minimizou o uso da polêmica como motivação, ressaltando o plano de jogo. A Bélgica sai do confronto com sinal de consolidação da nova safra e com a vantagem de chegar às quartas com ritmo e mensagem simbólica.