Jude Bellingham voltou a decidir para a Inglaterra no mata-mata da Copa do Mundo: autor de dois gols na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, o meia reafirmou seu papel central na equipe e chegou a seis gols no torneio. O resultado mantém os ingleses na luta pelo bicampeonato, mas o técnico não deixou de externar preocupação com a atuação após a classificação: "Não estou feliz, tivemos sorte".
A trajetória de Bellingham começou no Birmingham, clube da segunda divisão inglesa que o promoveu precocemente. Em uma única temporada como profissional pelo Blues foram 44 partidas, quatro gols e duas assistências. Apesar de o clube não ter conquistado títulos, a identificação foi tamanha que o Birmingham aposentou a camisa 22 — número usado por Bellingham desde a estreia, aos 16 anos e 38 dias — como reconhecimento ao impacto dentro e fora de campo.
Não estou feliz, tivemos sorte
A ascensão rápida atraiu gigantes: Manchester United chegou a ser ligado ao jovem, mas quem o contratou foi o Borussia Dortmund, onde consolidou o salto para a elite europeia. Em Birmingham ele virou ídolo local, com imagens em muros da cidade, enquanto o clube segue na Championship. O irmão Jobe seguiu caminho semelhante nas categorias de base, estreou pelo profissional, fez 26 jogos e teve passagem pelo Sunderland antes de também assinar com o Dortmund.
O contraste entre a origem modesta no futebol inglês e o protagonismo em Copas realça o valor esportivo e simbólico do gesto do Birmingham ao aposentar a camisa 22: além de homenagear uma carreira precoce, o clube deixou uma referência para jovens da base. No plano esportivo, Bellingham chega ao mata-mata com confiança e responsabilidade ampliadas — e a seleção, apesar do resultado, precisa ajustar desempenho se quiser transformar dependência em projeto convincente rumo ao título.