Jude Bellingham não deixou passar em branco a avaliação dura do técnico Thomas Tuchel sobre a atuação da Inglaterra na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, nas quartas de final da Copa do Mundo. Autor dos dois gols que decidiram o jogo, o meia elogiou o trabalho dos companheiros e relativizou as críticas, afirmando que todos se esforçaram e que, no fim, o resultado é o que vale.
Em declarações diretas, Bellingham subestimou a reprovação do treinador: “É, tanto faz. Tanto faz. É difícil lá fora (no campo). Todos os jogadores se esforçaram bastante... Talvez ele não saiba como é jogar nessas condições, contra Erling Haaland, Ødegaard, Nusa, Sorloth.” A fala coloca ênfase no respeito ao desempenho coletivo diante de um adversário considerado complexo.
É, tanto faz. Tanto faz. É difícil lá fora (no campo). Todos os jogadores se esforçaram bastante... Talvez ele não saiba como é jogar nessas condições, contra Erling Haaland, Ødegaard, Nusa, Sorloth.
Tuchel, por sua vez, não poupou a equipe: disse que a partida foi “desleixada e com muitos erros técnicos”, reclamou do ritmo, da falta de repetição nas jogadas e afirmou que a Inglaterra teve sorte para vencer. O treinador também reconheceu o mérito do resultado e lembrou que há pouco tempo para ajustes — três dias até a semifinal — mas deixou claro que espera evolução no desempenho.
O contraste entre a defesa pública de Bellingham e o tom crítico do treinador cria um ponto de atenção esportivo: além da vaga nas semifinais, a seleção enfrenta a necessidade de ajustar sequência e intensidade. A cobrança de Tuchel expõe urgência tática; a reação do capitão dentro de campo reforça confiança, mas também levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre crítica interna e manutenção da coesão antes do próximo adversário.