Jude Bellingham voltou a ser decisivo quando mais importava. Autor dos dois gols que deram à Inglaterra a vitória por 2 a 1 sobre a Noruega nas quartas de final, o meio-campista vive momento de redenção na Copa do Mundo 2026, ao mesmo tempo em que corrige a narrativa sobre sua queda de rendimento no Real Madrid.

A trajetória até aqui foi turbulenta. Após a explosão em 2023/24, o inglês sofreu com problemas físicos: uma lesão no ombro que só foi tratada por cirurgia em julho passado e, depois, um problema muscular na posterior da coxa em fevereiro. Sem pré-temporada e com ritmo comprometido, somou uma temporada aquém do esperado em Madri, marcada por vaias da torcida e por um clube em crise, com duas trocas de treinador e nenhum título.

Na seleção, porém, Bellingham recuperou influência. Já havia marcado duas vezes contra o México nas oitavas, e as quatro bolas na fase eliminatória elevam o meia a protagonista do conjunto inglês. A eficiência em campo — finalizações, presença nas transições e faro de gol — devolve ao jogador o rótulo que a torcida e a imprensa europeia chegaram a questionar.

O episódio reforça duas leituras: a importância do manejo físico e da preparação em clubes que disputam tudo, e o papel das Copas como ambiente de reconstrução de imagem. Para o Real Madrid fica o desafio de readaptar um talento que provou, no maior palco, ter condição de decidir partidas cruciais.