Bia Haddad Maia foi eliminada na primeira rodada do Madrid Open ao perder por 6/1, 6/1 para a espanhola Jessica Bouzas Maneiro. A partida, que durou 1h14min, teve um número expressivo de erros da brasileira — entre eles sete duplas faltas — e não ofereceu resistência à adversária, hoje 50ª do ranking. O revés amplia a sequência negativa de 2026: Bia disputou 11 partidas em chaves principais no ano e soma apenas uma vitória, obtida no WTA 125 de Oeiras.

A queda de rendimento tem impacto direto na posição da tenista: partida em Madri começou com Bia na 69ª colocação da WTA e já aparece em 76º na atualização em tempo real, com possibilidade de nova perda de posto. A trajetória recente inclui afastamento no fim de 2025 para cuidar da saúde mental e, em 2026, troca de comando técnico — Rafael Paciaroni deixou a equipe em fevereiro e o espanhol Carlos Martinez Comet assumiu em abril — medidas que até agora não reverteram a crise de resultados.

O confronto contra Bouzas Maneiro marcou o segundo triunfo da espanhola sobre Bia em 2026 — a outra vitória veio em Indian Wells — e expõe a necessidade de ajustes técnicos e de confiança por parte da brasileira. A sequência de derrotas reduz as chances de entrada direta em chaves principais nos torneios que vêm pela frente, forçando uma agenda com mais qualificatórios e eventos de menor porte para recuperar ritmo e pontos.

Com a eliminação em Madri, Bia já tem destino confirmado na próxima semana: disputa o WTA 125 de La Bisbal, na Espanha, torneio de nível abaixo dos Masters 1000. A performance em circuitos menores será determinante para readquirir regularidade e frear a erosão do ranking — caso contrário, a tenista seguirá dependente de convites ou do caminho mais árduo das qualificatórias.