Breno Bidon e Kayke não surgiram do nada no Corinthians. Antes de ganharem espaço no profissional, os dois se destacaram no futsal do Clube Esportivo da Penha, em São Paulo, onde chamaram atenção pela habilidade técnica e tomada de decisão. Foi ali, nas quadras, que começaram a trajetória que os levou a dividir agora a titularidade do Timão.

O treinador de futsal da época, Bruno Roberto, conta que os jovens tinham algo além do comum: leitura de jogo e capacidade de resolver partidas. Bidon, mais reservado, atuava com frequência como ala e pivô, jogando de costas para o gol; Kayke era mais expansivo, jogava de ala e às vezes como fixo, com liberdade para partir para cima do adversário. A avaliação técnica do treinador reforça por que os nomes seguiram em ascensão.

Fernando Diniz acompanhava os jogos dos filhos e, por consequência, viu de perto o desenvolvimento da dupla. Segundo relatos, Diniz participava de treinos e não se limitava à arquibancada — fazia intervenções e dialogava com comissão e familiares. O próprio técnico já disse ter um olhar especial para a base; essa afinidade ficou explícita quando Bidon e Kayke passaram a integrar a equipe principal sob seu comando.

A opção por promover atletas com passagem pelo futsal tem implicações práticas: além de reforçar uma via de desenvolvimento para o clube, indica a aposta de Diniz em jogadores acostumados a circulação de bola e decisões rápidas. Bidon e Kayke serão titulares contra o Vitória, neste sábado, às 20h, na 12ª rodada do Campeonato Brasileiro — um teste direto para a aposta da comissão técnica no aproveitamento da base.