O Uruguai foi eliminado da Copa após perder por 1 a 0 para a Espanha, partida marcada pela falha de Fernando Muslera em um chute de Baena no primeiro tempo. O goleiro de 40 anos, em sua quinta participação em Mundiais e quarta como titular, saiu do jogo no intervalo: Lucas Rochet entrou em seu lugar para a etapa final.

A saída do campo teve desdobramentos imediatos. Ainda no gramado, Marcelo Bielsa mostrou impaciência ao lidar com perguntas sobre a substituição e, mais tarde, na coletiva, explicou que a troca no intervalo ocorreu a pedido do próprio Muslera. O técnico defendeu a decisão de escalar o veterano, afirmando que foi tomada após avaliações ponderadas e reconhecendo a carreira e personalidade do goleiro.

Do ponto de vista esportivo, o resultado desenha um recuo para a seleção uruguaia: pela segunda Copa seguida, a equipe é eliminada na fase de grupos, e o desempenho foi inferior ao de 2018 — agora a Celeste sai do torneio sem vitórias, com apenas dois empates, diante da Arábia Saudita e de Cabo Verde. A combinação entre aposta em experiência e rendimento baixo levanta questionamentos sobre o processo de renovação do time.

O episódio expõe a fragilidade da campanha e deixa em evidência uma decisão rara — trocar o goleiro no intervalo por iniciativa do próprio jogador — que não impediu o desgaste coletivo. Bielsa reafirmou sua avaliação inicial ao justificar a escolha por Muslera, mas os números da campanha impõem a necessidade de respostas e ajustes na estrutura técnica uruguaia.