O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter reagiu nas redes à decisão da organização de incluir um show de 26 a 30 minutos no intervalo da final da Copa do Mundo 2026. Em críticas à medida, Blatter comparou a iniciativa ao formato do Super Bowl e levantou dúvidas sobre os rumos da entidade em relação ao protagonismo do espetáculo.

A cerimônia de meio de jogo reunirá nomes internacionais — entre eles Shakira, Madonna e Justin Bieber — e dobrará o tempo de pausa tradicional em partidas de futebol, criado originalmente para hidratação. A Fifa já havia testado shows de 30 minutos no Mundial de Clubes disputado nos EUA no ano passado, experiência que agora escala para a decisão do torneio principal.

A final entre Espanha e Argentina será disputada no estádio que serve Nova York e Nova Jersey no próximo domingo, às 16h, com transmissão da Globo e do sportv, e cobertura em tempo real no ge.globo. Observadores do jogo ressaltam que a presença de artistas de alto apelo global amplia a exposição do evento, enquanto parte do debate público se concentra exatamente no impacto dessa escolha sobre ritmo e tradição do futebol.

Há, portanto, dois vetores em choque: a busca por receita e espetáculo em um evento global e a resistência de setores que veem a mudança como americanização do formato. Para alguns comentaristas, a final entre duas seleções históricas oferece espetáculo por si só; para outros, a opção da Fifa sinaliza uma guinada clara para modelos de entretenimento já consolidados em outros esportes.