A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o meia Damián Bobadilla, do São Paulo, por realizar um gesto considerado obsceno na vitória contra o Corinthians no último domingo. O jogador foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pune condutas contrárias à ética desportiva. O julgamento está marcado para esta quinta-feira, e a pena prevista vai de um a seis jogos de suspensão.

No estádio, o árbitro Anderson Daronco decidiu não expulsar Bobadilla após revisar a jogada e concluir que o atleta não chegou a tocar a genitália durante a comemoração. A procuradoria, porém, entende que o gesto em si configura ofensa às normas disciplinares, independentemente do contato físico, e por isso levou o caso à esfera disciplinar do STJD.

Além da denúncia contra Bobadilla, o Corinthians também foi alvo de duas acusações relativas à mesma partida: uma por objetos atirados no gramado durante a comemoração do gol do São Paulo e outra por papéis arremessados antes do início do segundo tempo. O episódio marca o jogo com uma sequência de ocorrências que serão avaliadas separadamente pela Justiça Desportiva.

O julgamento desta semana põe o São Paulo sob pressão imediata: se condenado, Bobadilla pode ficar fora de compromissos importantes, incluindo sequência de mata-matas, o que força o clube a avaliar alternativas no elenco. Mais do que uma possível punição ao atleta, o caso evidencia uma interpretação mais rigorosa do STJD sobre gestos em campo e acrescenta um elemento de instabilidade disciplinar à rotina do time tricolor.