O empate por 1 a 1 entre Boca Juniors e Cruzeiro virou tema de forte reclamação na imprensa argentina após decisões da arbitragem e do VAR. Três episódios com toque de braço motivaram questionamentos: o gol de empate cruzeirense confirmado após verificação, a anulação do tento de Merentiel e o lance final, em que argentinos afirmam ter sido pênalti não assinalado.

Aos 8 minutos do segundo tempo, Kaiki cruzou para Fagner marcar e o jogo teve checagem no monitor por intervenção de Ángel Arteaga no VAR, com Valenzuela mantendo o gol. Aos 44, Merentiel chegou a balançar a rede, mas o árbitro foi ao monitor e anulou a jogada por toque no braço de Delgado. As decisões mostram critério distinto em lances muito próximos.

O ponto mais contestado aconteceu aos 55, já no fim: em um cruzamento, a bola bateu no braço de Lucas Romero antes de ser afastada. Valenzuela encerrou a partida após análise do VAR sem reversão da decisão, o que gerou críticas do Olé, Clarín e TyC Sports, que classificaram a atuação do árbitro e da cabine como contraditória e insuficiente.

A designação de Valenzuela já vinha sendo acompanhada com reservas pela imprensa argentina — na semana anterior o venezuelano havia sido alvo de reclamações do Boca após jogo contra o Fortaleza. O episódio no Monumental coloca a Conmebol sob pressão por prestação de contas e consistência nos critérios do VAR, que volta a ser questionado em partidas decisivas.