O Boca Juniors chega ao Mineirão embalado: são 13 partidas sem derrota na temporada — sete vitórias e seis empates — e liderança no seu grupo da Conmebol Libertadores, com seis pontos. A sequência foi mantida no fim de semana com a vitória por 1 a 0 sobre o River Plate, no Monumental, gol de pênalti de Leandro Paredes.
A invencibilidade do Boca expôs resistência coletiva mesmo sem Edinson Cavani. O uruguaio está afastado desde fevereiro por problemas musculares e lombares, disputou apenas dois jogos na temporada e ainda não marcou. O contrato vai até o fim do ano e o cenário indica que não haverá renovação; contra o Cruzeiro, Cavani não deve ser opção.
Para o Cruzeiro, que receberá a equipe argentina no dia 28 de abril, no Mineirão, o desafio é enfrentar um adversário em ascensão sem depender do astro. A ausência de Cavani não reduziu a eficácia do Boca, que têm no meio-campo, com Paredes como capitão, a referência para controlar os jogos e decidir partidas de alta tensão, como o clássico contra o River.
No plano prático, a partida exige do time mineiro concentração defensiva e capacidade de acelerar momentos ofensivos para explorar o fator casa. Politicamente dentro do futebol continental, o confronto reforça a importância de o Cruzeiro ajustar leitura tática para quebrar a sequência do rival e dar resposta à altura diante de um Boca que chega confiante.