O Boca Juniors chega ao Maracanã embalado pelo peso de ser um dos maiores clubes da América, mas com um retrospecto que não combina com o currículo. Em 13 partidas disputadas no estádio, o time argentino soma apenas uma vitória em jogos oficiais e registra aproveitamento modesto também em amistosos.

O único triunfo oficial aconteceu na Copa Mercosul, em 2 de setembro de 1998, quando Rey e Matellán marcaram na vitória por 2 a 0. Na mesma edição do torneio, partidas do Boca no Rio tiveram público irrisório — jogos com 791 e 396 pagantes mostram como a presença da torcida nem sempre acompanhou o peso do nome.

Historicamente, rivais cariocas deixaram marcas duras. O Vasco aplicou 3 a 0 em amistoso de 1951, com Ipojucan marcando duas vezes e Friaça contribuindo para uma derrota que a imprensa da época atribuiu também ao desgaste da delegação argentina. Em competições oficiais, o Maracanã não foi mais gentil: o Santos venceu a final da Libertadores de 1963 no estádio, e o Fluminense protagonizou vitórias decisivas em 2008 (semifinal) e na final de 4 de novembro de 2023.

O dado virou narrativa antes do jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Vasco, marcado para terça-feira, às 21h30 (de Brasília). A estatística não determina resultado, mas constrói um contexto que o Boca precisa superar: em solo carioca, o prestígio continental encontra um rival incômodo chamado história.