O GP do Azerbaijão ofereceu a oportunidade que equipes do pelotão intermediário esperavam: caos nas ruas de Baku, incidentes e tábuas abertas para pontuar. A Audi, no entanto, saiu da etapa sem nenhum ponto. Gabriel Bortoleto teve ritmo de prova e desempenho elogiável nas curvas, fruto do pacote aerodinâmico recém-introduzido, mas não converteu a evolução em resultado.
Ao longo da corrida o brasileiro foi rápido em trechos sinuosos e chegou a superar o companheiro Nico Hulkenberg. O problema apareceu nas retas e nas relargadas: Bortoleto perdeu posições importantes após uma reinicialização, quando não conseguiu responder à aceleração dos rivais e acabou cedendo espaço para pilotos como Carlos Sainz, que terminou em décimo apesar de ter passado parte da corrida atrás do brasileiro.
Além da limitação de potência, um erro de comunicação no momento de um safety car comprometeu a estratégia. Bortoleto entrou em um mapa de motor para poupar combustível acreditando que Hulkenberg não faria a parada imediata; a mudança de planos da equipe deixou o brasileiro fora de ritmo na relargada. Ao fim, uma punição aplicada após a bandeirada rebaixou sua posição, transformando 13º em 15º e eliminando qualquer chance de somar.
O retrato de Baku deixa lições claras para a Audi: as atualizações parecem funcionar onde dependem do conjunto aerodinâmico, mas a falta de performance nas retas e falhas de comunicação operacional impedem a tradução disso em pontos. Para a equipe, a prioridade é ajustar o equilíbrio entre velocidade de reta e curva e reforçar procedimentos de rádio e estratégia, se não quiser ver ganhos técnicos virarem frustrações nas próximas etapas.