Um dos pontos mais sensíveis da estreia da Audi na Fórmula 1 tem sido o desempenho nas largadas. Em entrevista ao podcast Na Ponta dos Dedos, Gabriel Bortoleto detalhou por que a escuderia novata vem sofrendo com saídas ruins, afirmando que nem mesmo um procedimento perfeito do piloto é suficiente para compensar limitações técnicas do carro.

Segundo o brasileiro, o turbocompressor usado pela Audi é maior do que o de fornecedores concorrentes, como Ferrari e Mercedes. Essa configuração dificulta baixar o giro do motor no momento de soltar a embreagem: enquanto rivais conseguem reduzir o giro de forma mais agressiva e recuperar a pressão do turbo sem perder desempenho, a Audi precisa manter rotações mais altas para evitar que o motor apague.

O efeito prático tem sido caro em pista: Bortoleto contabiliza 17 posições perdidas na temporada, incluindo corridas sprint. A equipe já conseguiu amenizar alguns sinais negativos nas últimas provas, mas o piloto deixou claro que a correção plena passa por desenvolvimento de motor — um processo dispendioso e demorado, ainda mais em um ano em que todas as equipes respeitam o teto de gastos.

Bortoleto volta à pista no domingo (26), para o GP da Hungria, último compromisso antes das férias de verão europeu, e espera pontuar pela terceira vez seguida. A corrida será transmitida ao vivo pela TV Globo e pelo sportv 3; o ge.globo acompanhará o fim de semana em tempo real.