O Grêmio saiu derrotado do Nilton Santos: 3 a 2 para o Botafogo, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão. Mais do que o placar, a partida escancarou falhas ofensivas e escolhas táticas que não surtiram efeito. Nas avaliações coletivas, Caio Paulista apareceu como o pior jogador do time: participación reduzida, erros defensivos e pouca contribuição na criação.
O time teve momentos de organização defensiva e o goleiro realizou defesas importantes, mas não evitou o terceiro gol adversário — lance que acabou sendo determinante. No ataque, faltou eficiência: o cruzamento que resultou no gol de Gustavo Martins foi exceção num desempenho recheado de passes imprecisos e movimentação previsível. Jogadores que trabalharam para recompor não conseguiram transformar isso em chances claras.
Houve tentativa de ajustar o posicionamento do meio-campo e de inverter setores do ataque para buscar soluções, com um jogador atuando mais centralizado e outro deslocado pela esquerda. As mudanças deram alguma dinâmica inicial, mas o esquema foi batido no segundo tempo e as alterações promovidas pela comissão técnica não mudaram a trajetória do jogo.
A derrota deixa o clube com perguntas sobre a eficácia do plano de jogo e sobre a necessidade de recuperar a presença ofensiva. Para seguir competitivo no Brasileirão, o Grêmio precisará recuperar a pontaria, ajustar recomposição e repensar alternativas táticas — sobretudo se a ideia for evitar que atuações discretas, como a de Caio Paulista, se transformem em padrão.