O Botafogo voltou a errar a leitura do jogo e quase deixou São Paulo com três pontos na bagagem. A opção inicial de Franclim por um esquema aberto criou espaços no meio e resultou no gol tricolor aos três minutos: Artur avançou, tabelou e finalizou em rebote que Neto não segurou, permitindo a abertura do placar.
Durante boa parte do primeiro tempo o time carioca teve dificuldade para prender a bola e sufocar o adversário; os atacantes não conseguiram desequilibrar e Santi Rodríguez, deslocado para um papel misto, passou em branco tanto na marcação quanto no apoio ofensivo. A marcação, especialmente a saída de Justino no lance do pivô, ficou aquém do necessário.
As mudanças no intervalo e no segundo tempo — Villalba por Kadir, depois Edenilson e Barrera, e mais tarde Correa e Chris Ramos — deram mais corpo e mobilidade ao ataque. Foi só com essas modificações que o Botafogo passou a pressionar e chegou ao empate, aos 44 minutos, com um ótimo chute de Barrera. Nos acréscimos, a chance perdida por Chris Ramos impediu a virada.
O ponto mantém o clube na parte de cima da tabela, mas a sequência expõe um problema: a equipe depende de ajustes tardios para reagir. Franclim ganhou mérito pela reação, mas também acumula perguntas sobre planejamento inicial e capacidade de ler a partida com rapidez. Se a meta é brigar lá em cima, o Botafogo precisa corrigir essa letargia tática e dar mais consistência ao meio-campo.