O Botafogo saiu do Nilton Santos com um empate por 1 a 1 que sintetiza bem o estágio da equipe: há evolução em relação ao período anterior à Copa, mas persistem falhas que limitam ambições mais altas. Franclim Carvalho, direto na avaliação, resumiu a atuação como “pobre em termos de qualidade”, sinalizando insatisfação com o desempenho coletivo.
No primeiro tempo o time apresentou o futebol mais coeso do que os números de posse sugerem. Mesmo sem dominar estatisticamente — o Fluminense teve 56% — o Botafogo foi mais efetivo, criou chances e abriu o placar aos 43 minutos com um golaço de falta de Alex Telles. A proposta de povoar o meio e apostar em transições rápidas deu resultado na etapa inicial.
"Pobre em termos de qualidade", Franclim Carvalho
A remontada do jogo veio com a perda de intensidade após o intervalo. O Fluminense transformou posse em domínio e, em 13 minutos, igualou com cabeçada de Ignácio, beneficiada pelo escorregão de Ferraresi e pela bola que ainda tocou a trave antes de entrar. As alterações promovidas por Franclim mudaram pouco o cenário: a equipe não reencontrou o ritmo ofensivo nem evitou ser pressionada.
Além da queda de rendimento, o time também mostrou pontaria falha: 21 finalizações, apenas nove no alvo. Desde a volta da Copa, o Botafogo somou vitórias e empates em casa, mas a reta final exigirá ajustes claros — melhorar a gestão da posse quando necessário, ampliar a intensidade coletiva e corrigir a eficiência na última bola — se a meta for brigar por vaga direta na Libertadores ou sonhar com a Sul-Americana.