O Botafogo voltou a apresentar uma atuação dominante e venceu a Chapecoense por 4 a 1 na Arena Condá, colocando-se no sétimo lugar e aproximando-se da zona de classificação para a Libertadores. A sequência serviu para recolocar o clube em uma trajetória positiva sob o comando de Franclim Carvalho, ainda invicto no cargo.

A leitura tática do treinador foi determinante: sem um primeiro volante tradicional, Franclim escalou Medina, Danilo e Edenílson no meio e deixou Allan no banco. A opção deu fluidez à circulação de bola — Medina fez a cobertura e Danilo teve espaço para criar — e permitiu ao time controlar o ritmo contra uma Chapecoense que não propôs jogo.

Individualmente, Edenílson e Matheus Martins foram destaques, marcando dois gols cada um e dividindo o protagonismo ofensivo. A noite também serviu para mostrar alternativas ao centroavante: Arthur Cabral e Júnior Santos tiveram participação mais discreta, mas o ataque não sofreu pela variação de opções criadas pelo meio-campo.

A leitura, porém, pede equilíbrio. A Chapecoense é vice-lanterna e o resultado precisa ser relativizado; ainda assim, a vitória reacende ambições. O calendário, contudo, é exigente: o Botafogo enfrenta a mesma Chapecoense pela Copa do Brasil na terça, disputa a Sul-Americana e segue no Brasileirão, além de viajar a Brasília para encarar o Internacional — teste prático ao fôlego do elenco e à gestão de rotações de Franclim.