Raphael Rezende, que deixou o cargo de Head Scout do Botafogo em fevereiro, voltou a provocar desconforto interno ao afirmar que a chegada de Santi Rodríguez não justificou o preço pago pelo clube. O meia foi contratado em fevereiro de 2025 por US$ 15 milhões fixos (cerca de R$ 85,6 milhões na cotação da época) e, apesar de ter marcado recentemente, o gol não evitou a derrota e não alterou a avaliação sobre o retorno esportivo do investimento.
Em entrevista, Rezende revelou que Wendel e Bitello eram os alvos inicialmente buscados pelo clube, mas as negociações não avançaram. Com isso, Santi acabou aprovado pelo setor de scouting. O ex-responsável pelo departamento apontou que o desempenho exibido pelo jogador na MLS foi levado em conta, mas que o impacto esperado para o futebol brasileiro e para o elenco alvinegro ficou aquém do pago.
A declaração reacende um debate prático: além do custo direto da transferência, contratos elevados comprimem a margem financeira do clube e complicam movimentações futuras no mercado. Fontes e reportagens recentes indicam que a diretoria tem buscado alternativas para ajustar a folha, com atenção especial a negociações envolvendo nomes do elenco — inclusive Santi e Matheus Martins — para tentar recompor caixa.
Do ponto de vista institucional, o episódio expõe falhas no crivo técnico e acende questionamentos sobre a estratégia de contratações desde a chegada da SAF. A diretoria terá de explicar se persistirá na aposta e na adaptação tática do jogador ou se acelerará uma solução no mercado para mitigar o impacto financeiro e a insatisfação da torcida.