O Botafogo registrou queda nítida de rendimento após a pausa para a Copa. Em 11 jogos antes da paralisação a equipe marcou 20 gols (média de 1,8 por jogo) e tinha aproveitamento de 54,6%. Nos 11 jogos seguintes, já sob comando de Franclim Carvalho e do interino Rodrigo Bellão, foram apenas nove gols (0,8) e aproveitamento caiu para 39,4%.
O principal problema é a perda de eficiência ofensiva. Antes da Copa o time precisava de 10,1 finalizações para fazer um gol; depois do recesso passou a precisar de 19,8. Houve também redução nas tentativas: de 201 finalizações (18,3 por jogo) para 178 (16,2). O volume diminuiu e a produtividade entrou em colapso.
Além do ataque, o Botafogo perdeu controle das partidas. A posse média caiu de 53% para 49% e os desarmes subiram de 127 para 150 — um indicador de que o time tem trabalhado mais sem a bola. Os adversários passaram a finalizar mais: de 134 arremates sofridos (12,2 por jogo) para 165 (15), e os gols sofridos aumentaram de 13 para 16.
Os números explicam a atenção crescente à zona de rebaixamento e reforçam a urgência de uma reação imediata. O próximo confronto, um jogo atrasado da 21ª rodada contra o Grêmio na quarta-feira, será um duelo direto. O tema da busca por técnico voltou a ser discutido em podcasts e nos bastidores: a diretoria precisa decidir se prioriza estabilidade tática ou mudanças rápidas para tentar recuperar eficiência.