O Botafogo voltou de Brasília com a sensação de oportunidade perdida. No empate por 2 a 2 com o Internacional, pela 13ª rodada do Brasileirão, a equipe teve a vantagem em duas ocasiões e somou só 15 minutos vencendo a partida, reflexo de uma fragilidade defensiva que já vinha sendo observada na gestão de Franclim Carvalho.
O time abriu o placar com um chute de fora da área de Danilo, que mostrou poder de finalização. A vantagem, porém, durou pouco: erro de marcação e falha de saída de bola deixaram Carbonero igualar o placar. No segundo tempo, Medina aproveitou um rebote para virar, mas Bernabei anotou novo empate depois de cobrança de escanteio que tirou proveito de inseguranças na área do Botafogo.
As falhas individuais chamaram atenção. Barboza foi superado em duelos e cedeu o escanteio que resultou no segundo gol adversário; Neto também teve participação negativa no primeiro tento do Internacional. Em um momento em que o time pedia velocidade para explorar contra-ataques, Franclim optou por trazer Joaquín Correa e Montoro — alternativas que não surtiram o efeito esperado — e deixou de lado outras opções disponíveis.
O resultado deixa o Botafogo com 17 pontos e pressiona a equipe num calendário apertado: na terça-feira já há compromisso pela fase de grupos da Sul-Americana, contra o Independiente Petrolero, no Nilton Santos. O dado estatístico do jogo — 16 finalizações a 8 a favor do Botafogo — mostra produção ofensiva, mas também a incapacidade de transformar protagonismo em resultado. Ajustes defensivos e decisões técnicas urgentes viram prioridade.