O Botafogo formalizou na segunda‑feira o interesse em contratar Tite e levou o treinador para conversar com a diretoria, em encontro que contou com o presidente João Paulo Magalhães Lins e o diretor de futebol Léo Coelho. A reunião terminou sem uma resposta concreta, mas foi avaliada pelos dirigentes como positiva — ao mesmo tempo em que expõe a urgência do clube em buscar uma solução para a sequência do Brasileirão.
O time de General Severiano ocupa a 14ª posição, com 32 pontos em 26 jogos, e vive um período de incerteza desde a demissão de Franclim Carvalho, há um mês. Rodrigo Bellão vinha exercendo o cargo de interino e chegou a dar algum fôlego, mas a sequência ruim reacendeu a pressão sobre a diretoria. O Botafogo vê na chegada de um treinador experiente a chance de usar o período da Data Fifa — de segunda até 6 de outubro — para iniciar integração da comissão técnica com o elenco.
O trabalho de Tite agrada ao clube desde a gestão de John Textor e é citado positivamente pelo departamento de scout; o técnico está sem clube desde que deixou o Cruzeiro, em março. Internamente há consciência sobre a dificuldade de fechar com um nome desse porte a poucos meses do fim da temporada, e o caso de Rafael Benítez, que só toparia iniciar em dezembro, reforçou a corrida do Botafogo por uma solução imediata.
Para o clube, convencer Tite significaria um sinal político e esportivo de ambição e de tentativa de reação; para o próprio treinador, um acerto agora exigiria avaliar logística e condições para atuar de forma imediata. Se o aceno não vier, a diretoria terá de acelerar alternativas num mercado curto e caro, sob risco de manter a instabilidade técnica e ver a pressão sobre o time aumentar nas próximas rodadas.