O Botafogo passou a encarar como real a possibilidade de perder Alexander Barboza ao término de seu contrato, previsto para 31 de dezembro de 2026. Fontes internas dizem que a renovação, até pouco tempo prioridade do departamento de futebol, agora é vista como improvável diante de impasses financeiros e do interesse declarado de clubes como Palmeiras e Cruzeiro.
As conversas por um novo vínculo chegaram a avançar: havia proposta de contrato até 2029, com aumento salarial. Mas divergências sobre valores e, sobretudo, exigências adicionais apresentadas pelo empresário travaram o acordo. Em entrevistas públicas, o agente condicionou a permanência do jogador à manutenção de diretores-chave, declaração que irritou parte da diretoria e foi interpretada como indicação de saída sem compensação financeira.
O calendário aumenta o risco. A partir de julho Barboza pode assinar um pré-contrato com outro clube e, assim, deixar o Botafogo sem custos ao fim do vínculo. Mesmo nesse cenário, o defensor segue disponível para o clube até dezembro de 2026, quando termina o atual contrato. A situação expõe a dificuldade do clube em segurar peças importantes num momento de restrição orçamentária.
Barboza, 31 anos, tem 117 jogos pelo Botafogo e quatro gols, além de títulos relevantes em 2024. Para além da perda esportiva, a eventual saída gratuita seria mais um sinal de desgaste na gestão de elenco e de capacidade de planejamento em um período em que a SAF e decisões judiciais também pressionam as finanças do clube.