O Botafogo confirmou a vaga na quinta fase da Copa do Brasil com um triunfo sofrido sobre a Chapecoense, decidido apenas nos acréscimos. Apesar do controle territorial, a equipe teve dificuldades para transformar superioridade em gols: o primeiro tempo foi marcado por finalizações na trave e poucas oportunidades claras. O goleiro Neto praticamente não foi exigido, mas levou um susto em uma bola que acertou o poste perto do fim do jogo.
O setor ofensivo foi importante na criação: houve intensidade pelos lados e insistência nos cruzamentos, um desses lances resultou no gol da vitória de Telles. Danilo manteve o papel de articulador, quase todas as transições passaram por seu pé e ele ajudou a acelerar contra-ataques. Kadir e Júnior Santos foram ameaças constantes e chegaram a acertar a trave, mostrando que o time cria jogo, mas ainda falha na conclusão.
A defesa apresentou segurança quando acionada, com boas coberturas e lançamentos que geraram perigo. No meio, o volante que atuou como sustentação fez desarmes e interceptações importantes, dando estabilidade até as substituições. As alterações no segundo tempo — com entradas para segurar o meio e manter a posse — foram determinantes para manter a pressão e abrir espaços na retaguarda adversária.
Do ponto de vista tático, o jogo expõe duas leituras: o time tem intensidade e repertório para atacar por fora, mas sofre com a eficiência no último terço; a dependência de cruzamentos como saída principal pode ser um problema diante de defesas bem postadas. A vitória é relevante, garante sequência na competição e dá alívio imediato, mas deixa claro que o treinador precisa buscar variações ofensivas para não depender de episódios pontuais nos minutos finais.