Uma vitória que vinha sendo cobrada e que alivia, por ora, a pressão sobre o clube. O Botafogo venceu o Vasco por 2 a 1 em São Januário e pôs fim ao jejum de clássicos em 2026, numa série negativa de cinco derrotas seguidas nesses embates. O resultado trouxe alívio imediato à torcida e à direção.
A quebra do tabu coincidiu com a já anunciada mudança no comando. Martín Anselmi foi demitido duas semanas antes; Rodrigo Bellão, no interino, comandou o time no clássico e retomará o trabalho no sub-20. Franclim Carvalho foi apresentado na semana passada e assume o desafio de transformar o alívio em sequência de resultados.
Com o calendário apertado, foi difícil fazer a equipe jogar mais alta; minha ideia foi explorar a qualidade dos jogadores.
O recado do histórico recente era claro: derrotas para Flamengo (2 a 1 pelo Carioca e 3 a 0 pelo Brasileiro), duas perdas por 1 a 0 para o Fluminense e o revés por 2 a 0 contra o Vasco na Colina haviam deixado o time com apenas um gol marcado nesses confrontos diretos. Em São Januário, porém, o clube registrou sua primeira vitória sobre o rival na era SAF.
Além do efeito simbólico, a vitória tem impacto imediato na tabela: o Botafogo sobe à oitava posição do Brasileirão e, com um jogo a menos, deixa o Cruz-Maltino atrás. No entanto, no recorte do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro estendeu a invencibilidade diante do Vasco para cinco jogos; a última derrota no torneio data de 2023.
O triunfo é um passo necessário, mas longe de resolver os problemas do clube. A alternância de treinadores recupera moral momentaneamente, mas a nova comissão técnica terá de demostrar consistência tática e resultados para transformar o alívio em confiança duradoura entre torcida e diretoria.
Fico satisfeito pela entrega do grupo e por termos conseguido encerrar esse tabu diante do rival.