O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, fez duras críticas à condução da partida que resultou no empate por 1 a 1 contra o Estudiantes, na Argentina. Segundo o dirigente, atletas do time carioca saíram com marcas de entradas duras e a arbitragem não coibiu a violência em campo.

Boto apontou episódios que, na avaliação do clube e de especialistas, deveriam ter sido punidos com expulsão. Aos 38 minutos do primeiro tempo, Farías aplicou uma tesoura por trás em Emerson Royal e recebeu apenas cartão amarelo do árbitro Piero Maza. No segundo tempo, Palacios, já advertido, entrou forte em Bruno Henrique; o lance foi marcado apenas como falta. O comentarista de arbitragem PC de Oliveira afirmou que ambos os casos justificavam cartões vermelhos, e o VAR não interveio.

Além das polêmicas disciplinares, o Flamengo teve outro prejuízo: Arrascaeta deixou o jogo no primeiro tempo após uma chegada forte e exame de imagem detectou fratura na clavícula. O clube informou que a lesão é uma ‘infelicidade’ e que o tempo de recuperação pode colocar em risco a participação do meia na Copa do Mundo.

Boto cobrou uniformidade na aplicação das regras pela Conmebol, reclamando diferença de critérios entre partidas realizadas na Argentina e fora de lá. A combinação entre decisões disciplinares questionáveis e a perda de um titular agrava a situação do Flamengo na Libertadores e aumenta a pressão sobre comissão técnica e elenco nas próximas semanas.